Adriana Falcão Crítica

Procura-se um amor, de Adriana Falcão

06:00Universo dos Leitores

Não é novidade para os leitores do site que eu sou uma grande admiradora do trabalho da escritora e roteirista Adriana Falcão. Fico encantada com a capacidade que ela possui em descrever situações cotidianas com leveza e simplicidade, colocando um tom poético e diferenciado até onde não existe poesia ou brilho. Esse não é um dom de muitos e é exatamente por isso que passar pelas páginas dos seus livros sempre me deixa feliz.

Após alguns anos sem publicar novos títulos, ela nos presenteou com este livro que é uma coleção de crônicas com temas diversos: vida, ternura, cotidiano, tempo, cabeça etc. Em cada crônica ela parece colocar toda a sua delicadeza e sensibilidade e quando você pensa ser impossível ter mais surpresas, você vira a página e se encanta ainda mais.

Não tem como detalhar ou resumir o que ela diz, mas os temas vão desde uma mãe super protetora que praticamente sufoca o filho por amor, até a importância de se preservar a natureza. Você vai encontrar um texto sobre a ansiedade (que provavelmente irá te descrever ou descrever algum momento ou fase da sua vida) e também lerá sobre a busca pela perfeição.

Sem dúvida um ótimo livro para ver a vida de forma leve e descontraída, com olhos de quem percebe o lado bom e deixa de lado as dores e as crueldades. Uma ótima dica de presente tanto para o público juvenil como para os adultos que nunca querem esquecer ou perder o olhar calmo e tranqüilo do mundo.

É no cotidiano e nos nossos medos e/ou defeitos que reside a beleza da vida e é sobre isso que ela fala com muita propriedade! Confiram e se deliciem assim como eu me deliciei! É para ler e reler, para apreciar, para amar! 

Algumas passagens: 
"Então vem o tempo, dia a dia, carregando, pedaço por pedaço, descoberta, conversa, festa, grito, mãos audaciosas, palavras furtivas, e a gente vai deixando. Fazer o quê? É a vida que passa correndo, varrendo segredos, desejos e poeira."

"O ideal é que o começo seja explosivo e o final - se houver final - seja por alguma razão inevitável. (Se não for o ideal, não faz mal. Tudo tem seus defeitos.)"

"E aí o tempo cansou.
Parou.
Olhou para frente e não viu nada. E nem poderia ter visto coisa alguma, pois se o futuro não havia acontecido ainda, nada havia para se ver". 

"Pensava sempre na existência da vida: geminar, brotar, crescer, e depois?"

A Edição:
A Editora Salamandra optou por uma edição leve, em papel reciclado e amarelado, fácil de transportar e bem agradável de ler. Detalhe para a capa, que ficou simplesmente charmosa, fazendo jus ao conteúdo.

Saiba mais sobre Adriana Falcão:



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