Escritora Angélica Pina

É melhor amar ou ser amado?

00:00Angélica Pina

Olá, leitor!

Se puder escutar essa música antes da leitura do post, será ótimo:
Ouviu? Linda, né?! Eu curto muito o som da banda 5 a seco, o ritmo, as vozes, as letras... tudo! (Não que eu seja uma grande entendedora de música, mas ok! Pra mim, os caras arrasam!)

Enfim, o que eu quero hoje é divagar um pouquinho sobre um trecho dessa canção:

“Sempre que der
Mande um sinal de vida de onde estiver dessa vez
Qualquer coisa que faça eu pensar que você está bem,
Ou deitada nos braços de um outro qualquer
Que é melhor
Do que sofrer
De saudade de mim como eu tô de você
Pode crer,
Que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo,
Imagina só, pra você.”

Não acho que a maioria das pessoas que “amam” hoje em dia dispõe desse tipo de amor. Amor que coloca o bem do outro em primeiro lugar. Amor que prefere ver a pessoa amada “nos braços de um outro qualquer” do que sofrendo. Amor que mesmo tendo a pessoa amada longe, quer que ela esteja bem. Amor que sacrifica. (Também conhecido como amor ágape).

Acho que o amor hoje em dia é tão contrário a isso. Tão egoísta. Tão ciumento. Basta olhar para tantos casos que ouvimos de “crimes passionais”. A pessoa diz que ama, mas prefere ter a outra morta do que longe dela.

Eu acho mesmo é que estamos precisando aprender a amar. A cuidar de quem a gente ama. A não suportar sequer imaginar que a pessoa que a gente ama está sofrendo – mesmo que a gente esteja.
Todo mundo quer ser amado. Alguém discorda? Desconheço quem diga: não preciso ser amado. Aliás, dependendo do nível de amargura ou de decepções que uma pessoa já passou, pode até ser que, da boca pra fora, ela consiga afirmar isso. Mas a felicidade do ser humano depende disso. Amor é necessidade básica. (Quem já ouviu falar do psicólogo Abraham Maslow sabe do que estou falando. Quem não, vale dar uma pesquisada.) Assim como as outras necessidades humanas, o amor motiva, influencia nas realizações. O contrário disso gera frustração, vazio, pessimismo. Talvez por causa disso a gente coloque a necessidade de ser amado acima da necessidade de amar. Quem coloca a fome e a sede do outro antes da própria? Somos meio que treinados a pensar nas nossas necessidades primeiramente para sobrevivermos. Mas será que vale a pena sobreviver sem amor? Para suprir as necessidades fisiológicas precisamos de coisas. Para suprir as necessidades sociais (onde entram as amizades, família, os relacionamentos românticos, etc.) precisamos de pessoas. E aí podemos chegar à conclusão de que o nosso maior problema é saber diferenciar e tratar coisas e pessoas. Para muitos, é mais fácil amar chocolate, amar brigadeiro, amar batata frita do que amar o irmão, o marido, o amigo. É mais fácil ser amado do que ter alguém para quem diria “essa dor eu não quero pra ninguém no mundo, imagina só pra você”. Como se esse “você” fosse a pessoa mais preciosa e que merece mais alta estima. Quem tem alguém assim? Quem ama alguém a esse ponto? Acho que precisamos pensar nisso.

Não sei se me fiz entender, mas... bem, foi o que fiquei pensando aqui e resolvi compartilhar!

Beijos e até breve!

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