Biblioteca Azul Crítica

O Americano Tranquilo, de Graham Greene

00:00Isabela Lapa


Quando O Americano Tranquilo chegou na minha casa eu fiquei surpresa, afinal, eu nunca tinha escutado o nome Graham Greene,

Curiosa como sou, fui ler sobre ele no Google e descobri que ele foi jornalista, escritor, e viajou diversos países do mundo no período em que foi espião do exército britânico. Descobri, também, que ele publicou mais de 60 livros e que O Americano Tranquilo já foi adaptado para o cinema 2 vezes, uma no ano de 1958 e outra no ano de 2002. 

Pronto, decidi que sim, eu faria aquela aquela leitura!

Parei para ler as primeiras páginas e juro que em dez minutos eu me prendi totalmente livro. E quanto mais eu lia, mais eu me apaixonava pela história e me envolvia com os personagens, os seus segredos e as suas características.

Thomaz Fowler, o narrador, é um jornalista britânico que muda para o Vietnã para cobrir a Guerra da Indochina. Lá ele conhece Phuong, uma jovem linda, com conhecimentos limitados e com um único sonho: casar e mudar para bem longe daquele país.

"[...] Sendo a condição humana como é, deixe que lutem, deixe que amem, deixe que se matem, eu não iria me envolver. Meus colegas chamavam a si mesmos de correspondentes; eu preferia o título de repórter. Escrevia o que via. Nada de ação - até mesmo uma opinião é uma forma de ação."

Os dois começam a se envolver e Thomaz, que sempre foi frio e racional, se apaixona pela garota e desenvolve um sentimento de posse e de controle em relação a ela. Ele vê, naquela menina perdida, uma fonte de esperança, de prazer e de pureza. Ele sente que precisa ajudá-la e precisa ficar ao lado dela.


Acontece que ele não é o único apaixonado pela garota. Pyle, um jovem americano que é seu amigo e é cheio de ideais revolucionários, também desenvolve um forte sentimento pela garota e se dispõe a  casar com ela e tirá-la de vez do Vietnã. 

Esse pedido, que Thomaz não pode fazer, causa uma reviravolta na história e interfere fortemente no relacionamento dos três e na vida pessoal de cada um deles.

Mas acredite: a obra vai muito além de um triângulo amoroso. O plano de fundo é surpreendente e fala sobre guerra, conflitos políticos, preconceitos, amizades e escolhas. Cada escolha tem um peso, uma consequência e uma renúncia. 

“Mais cedo ou mais tarde”, disse Heng, e me lembrei da conversa com o capitão Trouin na casa de ópio, “a pessoa tem que escolher um lado. Se quer manter sua humanidade.”

Os personagens são intensos, complexos e envolventes. Os diálogos são ricos, inteligentes e cheios de sagacidade. Um livro bem escrito, que esconde segredos e mescla muito bem o romance, o suspense e o drama.

Uma leitura maravilhosa, que revela um escritor talentoso e que surpreende em cada página.


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