Cartas Extraordinárias Cia das Letras

Cartas Extraordinárias, organização Shaun Usher

00:00Universo dos Leitores

Eu sempre gostei de cartas. Quando eu era mais nova, tinha o hábito de trocar cartas com as amigas da minha sala, com minhas primas que moravam em outras cidades, com meu avô etc. Isso sem contar no hábito (que eu ainda tenho) de escrever cartões de aniversário e de Natal. O resultado dessa paixão é uma caixa enorme que eu tenho no guarda-roupa e que defino como um canto de lembranças e recordações de diversos momentos e fases da minha vida. Penso que as cartas, assim como as fotografias, podem eternizar momentos e sentimentos... 

Diferente das mensagens enviadas pelos meios eletrônicos, que podem ser deletadas ou esquecidas com a simples troca de e-mail ou do número de telefone, as cartas podem ser guardadas para sempre! Isso é tão verdade que Shaun Usher conseguiu reunir correspondências trocadas ao longo de vários anos por pessoas muito especiais e influentes, o que acabou resultando no livro Cartas Extraordinárias, que foi publicado no Brasil pela Companhia das Letras, e conta uma edição simplesmente espetacular (para não dizer de tirar o fôlego).

Com os mais variados assuntos, o livro envolve desde a primeira página e merece ser lido com carinho e atenção. Nele você vai se deparar com correspondências de Fidel Castro, Jack – o estripador, Steve Martin, Emily Dickinson, Virginia Woolf, Ray Bradbury, Oscar Wilde, Mick Jagger, e também algumas pessoas anônimas. No total, são 125 cartas e infinitas emoções...
O interessante é que as cartas contam com comentários do organizador do livro, o que enriquece a leitura e permite que o leitor se atente para detalhes que possivelmente passariam despercebidos.

Vale dizer que o livro é simplesmente viciante. Dá vontade de ler e de reler, de descobrir mais sobre os fatos que estão por trás de cada carta e de mergulhar a fundo na vida de cada um dos remetentes e destinatários. Também é gostoso ver o estilo de caligrafia e papel utilizado em diversos períodos, além de ser maravilhoso analisar a mudança no tipo de formalidade e de construção de texto com o passar dos anos. 
Eu poderia citar aqui as cartas que me marcaram ou que tiraram o meu sono, mas a emoção que esse livro passa é tão grande que eu não sinto no direito de adiantar detalhes ou diminuir as surpresas. A coletânea é como um cofre que guarda segredos e sentimentos, merecendo ser descoberta por inteiro, sem que nada quebre previamente os encantos ou as surpresas que ela esconde. 

Sem dúvida um trabalho cuidadoso, do tipo que vale a pena ter na estante para abrir quantas vezes sentir vontade, para apreciar e para se apaixonar!
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