O último adeus e uma oportunidade para fazer o bem


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Oi gente, tudo bem?

Recentemente a Darkside Books lançou o livro O último adeus, de Cynthia Hand, que eu já recebi, mas ainda não tive oportunidade de ler... Contudo, mesmo sem conhecer a história, eu mergulhei de cabeça na ação da Editora, que é simples, mas muito interessante e inspiradora: sair pela cidade deixando frases de estímulo e positividade. 

Aproveitei que no final de semana eu viajei para Ouro Preto, uma cidade perto de Belo Horizonte que eu amo e é repleta de turistas, para deixar algumas mensagens por lá. Coloquei em placas de trânsito, murais de avisos, postes, portas etc. Fotografei algumas mensagens e espero que gostem:
O interessante do projeto é que enquanto você pensa em uma forma de inspirar alguém e alegrar o dia daquela pessoa que você nem conhece, é que você se alegra e torna o seu dia mais especial. Sabe a ideia de fazer o bem sem olhar a quem? É exatamente isso... 

Adorei ter participado e com certeza continuarei fazendo isso em Belo Horizonte. Fiquei muito feliz por lá, quando vi algumas pessoas lendo as mensagens que eu tinha acabado de colocar e sorrindo. 

Como falei no início, ainda não li o livro, com isso, indico MUITO a resenha da Anna Shermak, do Pausa para um Café. O post dela ficou incrível e confesso: me fez chorar!

Espero que vocês animem participar dessa ação e coloquem os seus recadinhos por aí... Se quiserem, postem as fotos no instagram com a tag #oultimoadeus. Será ótimo acompanhar!

Beijos e até a próxima! :)



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Menina Má, William March


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Se você gosta de um bom thriller psicológico, precisa dar atenção ao livro Menina Má. O livro de William March, publicado recentemente pela DarkSide Books narra a história de Rhoda, uma garotinha aparentemente perfeita que esconde por trás de suas covinhas e sorriso doce uma mente perversa, capaz de cometer as maiores atrocidades para satisfazer suas ambições com toda a frieza necessária.

A mãe de Rhoda, Christine, fixou-se em uma nova cidade, juntamente com a filha, enquanto seu marido investe na carreira em uma cidade diferente. A distância faz com que o casal se comunique por cartas, e Christine lida com a solidão e a responsabilidade de criar a filha sozinha.

Aos olhos de algumas pessoas, Rhoda era uma garotinha perfeita e tinha muito mais do que se espera de uma menina de sua idade: madura, inteligente, educada, sempre com um sorriso gentil emoldurado por uma covinha simpática e por suas alinhadas tranças loiras. Para outras pessoas, Rhoda era uma menina sombria, misteriosa e que, por trás de sua aparência angelical, velava um mal maior do que ousavam imaginar. 

Uma das coisas mais interessantes do livro, é que a história parte de uma família tradicional, dentro dos padrões idealizados pela sociedade no melhor estilo "comercial de margarina". Christine é uma mulher jovem e bonita, seu marido possui uma carreira em ascensão e a filha Rhoda é uma garota perfeita, ainda que sua maturidade seja intimidadora em vários momentos. 

A vida aparentemente perfeita, aliada à passividade de Christine e à responsabilidade de criar a filha,  fazem com a mãe fique em negação tanto quanto possível no que diz respeito ao comportamento nitidamente estranho de Rhoda. 

Rhoda desde o começo da história expõe traços claros de psicopatia e suas ações refletem a total falta de consciência de suas atitudes. Rhoda não tem empatia por quem quer que seja e quando quer algo só recua quando percebe que sua agressividade se tornou explícita, o que a leva a atuar de forma não muito convincente, principalemente para Christine. Sua frieza, seu egoísmo suas convenientes manifestações de carinho, sua indiferença diante das situações mais dramáticas preocupam sua mãe, que liga o alerta após a suspeita morte de um colega de Rhoda em um acampamento.


"A Sra. Penmark respondeu que gostaria, sim, acrescentando que a menina, quase desde bebê tinha sido uma espécie de charada tanto para ela quanto para o marido. Era algo difícil de precisar ou identificar, mas havia uma estranha maturidade no caráter da menina que julgavam perturbadora."



William March nos diz o tempo inteiro o quanto podemos ser enganados pelas aparências e brinca até mesmo com a  percepção do leitor: o livro vai além da psicopatia de Rhoda e a deixa em segundo plano para nos mostrar a perspectiva de Christine, cuja transformação acompanhamos ao longo de toda a história.

Christine é uma mulher comum, sem muitas perspectivas e que não costuma impor suas vontades, nem mesmo para a fillha. Na medida em que o comportamento de Rhoda se revela (especialmente após a morte mal esclarecida do colega de Rhoda) a personagem evolui, e Christine assume uma nova postura; mais forte, mais determinada e até mesmo mais dissimulada, já que cabe a ela proteger e "maquear" as atitudes da filha.  Aos poucos sua paz é consumida pela expectativa e pelo medo do mal que Rhoda pode fazer a outras pessoas. Christine passa a socializar menos, pesquisar mais o assunto, se torna mais introspectiva e é atormentada a todo instante pelo excesso de responsabilidades. 


"Se me perguntassem, eu diria que a era em que vivemos é a era da violência. Me parece que todo mundo tem violência na cabeça hoje em dia. E acho que vamos simplesmente continuar por esse caminho até não ter nada mais que estragar. "
























Willian March propõe perguntas, mas assim como Christine não encontramos respostas. Não há escolha sem perdas e não há saída sem sofrimento para quaisquer das partes. Christine se vê presa em um dilema: seguir a responsabilidade de proteger a própria filha das consequências dos próprios atos ou atender ao dever de alertar as outras pessoas sobre o mal que Rhoda pode provocar? Como lidar com esse paradoxo? O que você faria no lugar de Christine? Eu honestamente não sei a resposta, se é que há uma resposta certa.

Menina Má mostra que a crueldade não tem face e revela o que uma mente atormentada é capaz de fazer, seja por meio do comportamento de Rhoda ou pela transformação de Christine. Mais do que um livro sobre uma garota malvada, "Menina Má" é uma história sobre uma mãe obrigada a sair de sua zona de conforto, aterrorizada pelo comportamento maligno da própria filha. O livro prova que o mal pode estar mais perto do que imaginamos, vindo de quem menos se espera. É uma história fantástica sobre medos, inseguranças e sobre consequências.

























Curiosidade


"Menina Má" me lembrou em vários momentos o caso real que baseou o documentário A Ira de Um Anjo, um compilado de gravações de sessões no consultório do psicólogo Ken Magid. Especializado em casos de vítimas de abuso infantil, Dr. Ken gravou várias sessões com a menina Beth Thomas, que apesar da voz doce e aparência angelical foi diagnosticada com uma psicopatia incomum.

Diferentemente de Rhoda,  Beth teve uma infância cruel antes de ser adotada e foi vítima de severos abusos sexuais desde bebê. Se Rhoda era menos explícita e mais dissimulada, Beth não se preocupava em disfarçar sua falta de consciência. Seus depoimentos são arrepiantes e é impossível não se sensibilizar com o sofrimento dos pais, que se vêem de mãos atadas diante do comportamento violento da filha. O caso de Beth era tão grave que a menina precisou ser internada por um tempo, já que ameaçava constantemente a vida do irmão e até mesmo dos pais. Abaixo vocês conferem um trecho dos depoimentos de Beth e o documentário na íntegra. 


Dr. Ken: "As pessoas tem medo de você Beth?" 
Beth: "Sim."
Dr. Ken: "Seus pais tem medo de você?"
Beth: "Sim."
Dr. Ken: "O que você faria com eles?"
Beth: "Esfaquearia." 
Dr. Ken: "O que você faria com seu irmão?"
Beth: "O mataria."
Dr. Ken: "Em quem você gostaria de enfiar alfinetes?"
Beth: "Na mamãe e no papai."
Dr. Ken: "O que você gostaria que acontecesse com eles?"
Beth: "Que eles morressem."


A Ira de Um Anjo



*Este livro foi cedido em parceria com a Editora DarkSide Books.







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Placas Tectônicas, de Margaux Motin


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Imagine uma HQ descontraída, divertida, leve e que descreve situações que provavelmente você já vivenciou ou já viu alguém vivenciar... Imagine uma HQ com uma personagem de 35 anos, que termina o casamento, tem uma filha ainda criança, e quer experimentar a vida com intensidade, como se fosse apenas uma adolescente... 

Imaginou? 

Então você conseguiu entender direitinho o que vai encontrar em Placas Tectônicas, da francesa Margaux Motin, que foi publicada no Brasil pela Editora Nemo, em uma edição muito caprichada e com a tradução impecável de Fernando Scheibe.
A HQ é o auto-retrato da roteirista, que com um bom humor impagável descreve as situações inéditas que vivenciou depois que se separou do marido e conseguiu sair da "fossa". Com um texto leve e solto, e ilustrações com traços finos e repletos de cores, ela fala sobre amizade, balada, ressaca, julgamentos, família, maternidade, sexo, trabalho, superação, liberdade etc.

O interessante é que Margaux ri dela mesma e enfrenta as situações com naturalidade e pouco pudor, sem se importar com as opiniões dos terceiros e sempre sendo sincera com as próprias vontades e desejos. Em uma parte da história, inclusive, ela diz o seguinte: "porque seria melhor morrer do que revelar essa verdade que NINGUÉM NO UNIVERSO parece capaz de admitir: A MULHER É UM HOMEM COMO TODOS OS OUTROS.”
Essa é uma história sobre a vida como ela é. Uma história que mostra situações corriqueiras e que podem ser vivenciadas por qualquer pessoa, na tentativa de nos fazer perceber que somos um misto de emoções, de sensações e atitudes. Somos placas que se unem de forma imprecisa e imprevisível, fazendo com a gente aprenda a lidar com todas as barreiras e todos os empecilhos que surgirem no caminho. 

A narrativa fala muito sobre as mulheres, mas em momento algum tem a intenção de forçar comportamentos ou inspirar mudanças, o que ela apresenta é apenas a realidade de uma mulher espirituosa e bem humorada, que vive a vida intensamente, como se não houvesse amanhã... Uma mulher que muito se parece comigo e provavelmente com você!  
É uma HQ para colocar na cabeceira da cama e abrir e fechar mil vezes. Não tem como não rir, não lembrar de alguma situação que você vivenciou em algum momento e não querer que todas as suas amigas leiam. Nossa, quantas vezes me peguei pensando: "gente, isso é a cara da ____.". Identifiquei várias amigas na história, o que tornou a leitura ainda mais agradável! 

Sem dúvida vale a pena conferir... Virou queridinha! Ah, a Pipoca Musical listou no blog 5 momentos super divertidos da história, não deixem de conferir

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Flores, de Afonso Cruz


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É indiscutível que a primeira coisa que chama atenção nesse livro é a capa. Posso dizer que é uma das capas mais lindas da Companhia das Letras e o interessante é que ela faz jus à beleza, à profundidade e à sensibilidade da obra que ela apresenta. Conhecer o escritor português Afonso Cruz foi uma das melhores e mais incríveis surpresas do ano, e certamente irei atrás de outras obras dele. 


"- Sabe porque não somos felizes? - perguntou ele.
- Desespero, solidão, medo?
- Não. Por causa da realidade."

Com uma linguagem simples, fluida e poética, esse livro conta a história de um homem que está em uma fase difícil da vida, se sentindo completamente entediado, distante da filha e vendo o seu casamento ruir. 

Enquanto se preocupa com situações banais do dia-a-dia e sofre por não conseguir resolver pequenos problemas, ele não consegue perceber que existe um mundo inteiro à sua volta. Da mesma forma, ele nunca demonstra solidariedade ou compreensão com as dificuldades dos outros, desconhecendo até mesmo as situações enfrentadas pelos vizinhos e pela própria esposa. 
Certo dia, de forma surpreendente e inesperada, ele descobre que um dos seus vizinhos, o Senhor Ulme, que lhe parecia um homem estranho e que gostava de falar coisas sem sentido, estava com uma doença degenerativa grave, razão pela qual não possuía lembranças sobre o passado e sobre a própria história. Com isso, ele decide ajudar esse senhor e sair em busca dos acontecimentos que ficaram esquecidos. 


"A poesia até para acabar com a guerra servia, era isto que o senhor Ulme anunciava antes de começar a dizer um poema: "A poesia serve para acabar com a atrocidade, é uma bala na cabeça do horror, é uma pedra atirada contra este cenário de mal gosto,este cenário que acreditamos ser a realidade"."

Talvez essa seja a história de um narrador que se perde na própria vida não consegue perceber o seu presente, e de um Senhor sem lembranças do passado e sem expectativas do futuro, mas que olha para o mundo com um olhar sensível e diferente. Talvez essa seja a história de um encontro oportuno, entre duas pessoas tão diferentes, mas que precisam da mesma coisa: atenção e companhia! 

Enquanto busca as informações sobre o Senhor Ulme, o nosso narrador percebe que uma pessoa pode ser vista de várias formas pelas outras, mas que isso não muda aquilo que ela realmente é. Ele percebe que o olhar que os outros tem sobre nós depende não necessariamente da gente, mas da forma como aquela pessoa enxerga a vida. Um mesmo fato pode ser visto com alegria por um, e com tristeza por outro. 


"Tenho certeza de que a vida morre com a rotina e não com a morte, e que o hábito nos petrifica, um dia olhamo-nos ao espelho e estamos transformado em estátuas, faz lembrar a mulher de Lot, quando ela e o marido saem de Sodoma, estando esta a ser destruída devido à iniquidade dos seus habitantes, e lhe dizem para não olhar para trás." 
Ao entender tudo isso, o narrador perdido no sentido da própria existência descobre que é preciso ter coragem para lutar pelos próprios sonhos e para tornar a vida melhor, afinal, o tempo passa e o que fica para trás pode não voltar.


"Podemos olhar para uma frase e percebemos que aquilo é um mar, uma maneira de ser feroz, de navegar, de viajar, de ter peixes, de ter lágrimas. Eu acreditava que as frases eram armas capazes de mudar, de lutar, de resistir. Armas capazes de disparar um futuro." 

Esse é um livro sobre a vida, a morte, as perdas, o amor, a amizade e a importância das lembranças. Com personagens intensos e muito cativantes, esse é um livro sobre pessoas e como elas podem se transformar com o passar dos anos e com os baques da vida.

O interessante é que além de tudo isso, esse também é um livro com um viés político e uma crítica social super relevante. Uma história arrebatadora e marcante, que sem dúvida se torna inesquecível...

Vale a pena conferir!


"- Também temos um nome em latim?
- Temos um nome universal.
- Como é que se sabe esse nome?
- É o nome da pessoa que amamos. É uma ideia tão bonita que parece uma letra pimba: experimenta pronunciar o nome da pessoa que amas e vai ouvir o teu verdadeiro nome."







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Oito quadrinhos emocionantes


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Oi gente, tudo bem?

Como vocês já sabem, eu amo quadrinhos e sempre que posso faço resenha por aqui. Outro dia, olhando minha estante, percebi que várias HQ's já me fizeram chorar. Várias... E o interessante é que elas, mesmo tendo em comum o fato de serem emocionantes, possuem temáticas diferentes e propostas diferentes... 

Diante disso, resolvi montar esse post com os títulos, para que vocês, caso não tenham lido ainda, coloquem todos eles na lista (interminável) de próximas leituras. Garanto que não vão se arrepender! 

Confiram: 

Azul é a cor mais quente 

Uma história de amor e de autoconhecimento, que fala sobre preconceito e aceitação. Uma história intensa e repleta de reflexões. Eu amo completamente!

Daytripper

Gente, essa HQ é tão, tão maravilhosa, que não encontrei as palavras certas para descrevê-la e fazer uma resenha. É uma história linda, com ilustrações impecáveis, que fala sobre a vida, as experiências, e a morte. É simplesmente inesquecível! 

Gabo: memórias de uma vida mágica

Gabriel García Márquez é um dos meus escritores preferidos, então acho que não preciso explicar com muitos detalhes os motivos pelos quais essa HQ me emocionou. Sem dúvida uma leitura maravilhosa. 

Habibi

A história se passa no Islã e conta a trajetória de uma menina que foi vendida para um homem muito rica, com apenas 12 anos de idade, e de um garoto órfão. De forma inesperada eles se encontram e a partir disso, a vida de ambos ganha novos rumos. Uma história triste, mas repleta de sensibilidade. 

Sem dúvida um dos melhores quadrinhos que eu já li. Baseada em fatos reais, essa é uma história comovente e sincera sobre o holocausto e sobre a violência e as crueldades enfrentadas pelos judeus. 

Persépolis

A história se passa no Islã e é narrada sob o olhar de uma criança que precisa amadurecer antes do tempo para tentar compreender os problemas políticos e sociais vivenciados no seu país. Uma narrativa encantadora e delicada, que merece grande destaque! 

Pílulas Azuis

A história, baseada em fatos reais, conta a vida de um casal que se apaixona e precisa enfrentar diversas dificuldades, uma vez que Cati é portadora de HIV. A narrativa é sensível, sincera, livre de preconceitos e muito comovente. 

Retalhos

Essa é a história de um jovem que apesar de ter sido educado em uma família muito religiosa, que tolia o seu comportamento e impunha diversas regras em razão da fé, conseguiu ter coragem para questionar os ensinamentos que lhe foram passados e seguir a sua própria vida com liberdade e autonomia.

É isso gente, aproveitem! Todas essas histórias me marcaram muito, então espero que vocês gostem também... 



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5 animações infantis de partir o coração


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Em um dia como outro qualquer você leva seu filho(a), sobrinho(a), irmão(a) ou primo(a) ao cinema (ou vai por conta própria como eu costumo fazer) e já se prepara para dar muitas e boas risadas, afinal de contas vocês vão ver uma animação (com o perdão do trocadilho). O que você não sabe é que muitos destes filmes são feitos pra fazer você, adulto, brincar de equilibrar aquela lágrima teimosa no canto do olho ou mesmo desabar de chorar escondido atrás do balde de pipoca.
Estes filmes servem pra provar que animações podem sim ser dramáticas e também para surpreender você, que foi assistir ao "O Rei Leão"  no cinema sem a menor ideia da sacanagem que estaria por vir (vamos combinar que ninguém imaginou aquela morte do Mufasa né?).

Pra mostrar que esses filmes podem sim ser emocionantes, listei 5 animações que gosto muito e que vão fazer/fizeram você chorar em algum momento. 

Observação: Não indiquei nenhuma animação japonesa na lista, e acreditem, foi de propósito. Considero o anime japonês um gênero tão especial que optei por fazer uma lista só de animes no futuro. 

DUMBO


Imagine um filhote de elefante doce e carismático que cruelmente se torna motivo de deboche em função de sua aparência? Triste não é? A história do elefantinho antropomórfico que era ridicularizado por suas orelhas grandes vai partir seu coração por mostrar o quanto o mundo pode ser cruel com quem é diferente.


TOY STORY 3

O terceiro filme da bem sucedida saga de filmes da Pixar parece que foi feito pra fazer a platéia chorar. Isto porque a saga dos brinquedos que ganham vida quando estão sozinhos e que passam a "vida" temendo serem trocados pelo seu dono, ganha contornos dramáticos quando Andy, já crescido se despede definitivamente de seus brinquedos companheiros de infância. É difícil segurar as lágrimas diante desta, que é a mais bem sucedida animação da Pixar

Bambi


O pequeno cervo Bambi vivia feliz na floresta até o dia em que perdeu sua mãe, morta por caçadores quando tentava protegê-lo. Acho que nem preciso lembrar o quanto a cena é triste né? Bambi enfrenta seus problemas com a ajuda do pai e aos poucos vai conhecendo melhor a floresta onde vive, mas até lá já fez você chorar bastante.

Up Altas Aventuras

Com muita delicadeza e sensibilidade a Pixar te convence a chorar logo no começo do filme apresentando a história de Carl e Ellie. O casal, que se conhece desde sempre foi feliz até a perda do filho, e acabou não realizando os planos com os quais tanto sonharam. Up, Altas Aventuras é uma ótima razão pra usar aquele lencinho guardado no bolso/na bolsa. 

O Rei Leão 




A história é a seguinte: você foi ao cinema esperando pipoca, risadas, Hakuna Mattata, e tudo mais, mas se surpreendeu com uma das animações mais emocionantes e bem sucedidas de todos os tempos. SIM, estou falando de O Rei Leão, que apesar de ter a natureza como cenário, faz uma metáfora espetacular da nossa selva de pedra e todo jogo de poder da "vida de adulto". De forma indireta o filme retrata política, sociedade, valores, o amor, e principalmente a dor.  Quando fomos ao cinema ninguém contou pra gente que haveria uma morte, muito menos a morte do protagonista e é claro que o choro coletivo de crianças e adultos tomou conta das salas de cinema de todo o mundo. Rei Leão emociona demais, especialmente por ter uma dinâmica que o distingue das outras animações: diferentemente da maioria das animações que envolvem mortes no logo no começo, em O Rei Leão vemos Mufasa ser assassinado em uma emboscada cruel, pelas mãos do próprio irmão lá pelo meio da história. Se for ver ou rever, é bom preparar o lenço. 


Espero que tenham gostado da lista! E você, já se emocionou com algum dos filmes da lista? Conta lá nos comentários!

Até a próxima lista!




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O Exorcismo, de Thomas B. Allen


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Quando a Darkside Books anunciou o lançamento do livro O Exorcismo, de Thomas B. Allen, um enorme burburinho começou. Alguns acharam que era o livro que inspirou o filme, outros falaram que era melhor deixar isso de lado e ler a Bíblia (juro, comentaram isso no Instagram quando postamos uma foto), outros ficaram contando os minutos (EU), e outros foram firmes na seguinte opinião: não passo nem perto!

É interessante pensar na forma como o medo e o desconhecido reflete nas pessoas. Algumas querem testar os próprios limites, enquanto outras querem permanecer na situação de conforto e sequer arriscar. Mas estando na primeira ou na segunda situação, acredito que uma coisa é comum a todos: a curiosidade!

Então, se você quer ler O Exorcismo ou não quer chegar nem perto desse livro demoníaco, mas tem aquele pinguinho de curiosidade, o que precisa saber é o seguinte: Thomas B. Allen é um jornalista sério, que passou anos da sua vida reunindo informações e conversando com pessoas que testemunharam um exorcismo que ocorreu no ano de 1949 e que marcou a vida de uma família, de todos que conviviam com eles, e também representou um marco na Igreja Católica no que se refere aos estudos de caso relacionados a exorcismo. 
Após muitas pesquisas, ele publicou o livro e devido ao sucesso e ao impacto causado, a história real que ele descreveu inspirou o romance O Exorcista, de William Peter Blatty, que foi publicado no ano de 1971 e, posteriormente, foi adaptado para o cinema com a direção de William Friedkin. 


“A possessão é o cativeiro do mal. Tanto culturas primitivas quanto desenvolvidas de todas as eras acreditam nela. E todas as culturas que acreditavam em possessão encontraram maneiras de aplaca-la. Para os católicos, essa maneira era o ritual do exorcismo. [...]” 


Independente das suas crenças acerca do exorcismo, para ler o livro e entrar com tudo na ideia da narrativa, você precisa abrir a sua mente e compreender que o que Thomas B. Allen descreve é baseado em informações concretas e arquivos da Igreja, contudo, para preservar a identidade das partes, ele alterou os nomes dos envolvidos e chamou o jovem de 14 anos que foi possuído pelo demônio de Robert (ou Robbie). 
Robert era um rapaz comum, que adorava se divertir com a tábua ouija que havia ganhado de presente de uma tia e usava a peça para tentar se comunicar com os mortos. Acontece que de uma hora para outra e sem uma explicação plausível, fenômenos estranhos começaram a ocorrer, deixando todos perturbados e receosos. 

Na medida em que o tempo passava, os fenômenos foram se agravando e a situação do jovem foi se tornando cada vez mais preocupante e angustiante. Ele gritava, se contorcia, falava pornografias, cuspia, mensagens estranhas apareciam em seu corpo etc.

“Robbie começou a urinar e a soltar gases. O fedor era insuportável. Alguém abriu uma janela. O garoto gritava e dava gargalhadas diabólicas. Essa foi a palavra que vinha de imediato à mente daqueles que as ouviam: diabólicas”.

Os padres, extremamente preocupados e envolvidos com a questão, começaram a perceber que o garoto, que no início não lembrava dos atos que cometia enquanto estava possuído, começou a perceber que vivenciava tais momentos, o que era extremamente grave, já que poderia levá-lo à loucura. Com isso, a luta entre o bem e o mal, que já estava intensa e angustiante, se tornou ainda mais firme e as sessões de exorcismos duravam cada vez mais.
O interessante do livro é que mesmo sendo angustiante e arrepiante, ele possui uma linguagem envolvente e Thomas B. Allen consegue descrever com precisão não apenas os momentos de pânico e ataques de Robbie, como também as opiniões dos Padres envolvidos e as referências e estudos da Igreja sobre a prática do exorcismo. A obra é rica em informações, contém as orações em latim, e apresenta também referências a outros exorcismos praticados pela Igreja em situações anteriores.

Ao final da história, Thomas B. Allen colocou o diário original e a principal fonte das suas pesquisas, demonstrando que não criou situações ou tornou as descrições mais intensas. Ele apenas organizou as informações em uma sequência mais lógica, preservando os fatos na integralidade.

Sobre a edição da Darkside Books, como sempre dispensa comentários! A editora pensou em todos os detalhes e fez uma capa preta texturizada, que na parte interna apresenta uma tábua de oija. Dá gosto de ver e de ler... :)

Mergulhem de cabeça e preparem-se para muitas emoções! Enquanto isso, cliquem aqui para conhecer as frases do livro que vão te provar que ele não deve ser lido à noite... 




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