Conheçam o poema Invictus que inspirou Nelson Mandela Invictus

Conheça o poema Invictus que inspirou Nelson Mandela

12:25Kellen Pavão


Fonte: Blog Bem Blogado
Escrito em 1875 e publicado inicialmente em 1888 no Book of Verses de Henley, "Invictus" é um poema vitoriano de autoria do poeta inglês William Ernest Henley (1849–1903), que inspirou nada mais nada menos que Nelson Mandela - o maior símbolo da luta contra o Apartheid na Africa do Sul.

Os versos fortes inspiraram Mandela em seus dias mais difíceis durante o período que passou em Robben Island, prisão em que o líder sul africano cumpria pena de trabalhos forçados. Os versos de Henley o confortaram e o deram força para resistir, bem como esperança para acreditar em dias melhores. O próprio Mandela já admitiu que sempre que começava a perder suas forças relia o poema em busca de conforto e companhia para enfrentar toda a dor que sofreu. 

Abaixo vocês conferem o texto original e em seguida o poema traduzido:

Original

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.



Texto Traduzido



Do fundo desta noite que persiste

A me envolver em breu - eterno e espesso,

A qualquer deus - se algum acaso existe,

Por mi’alma insubjugável agradeço.



Nas garras do destino e seus estragos,

Sob os golpes que o acaso atira e acerta,

Nunca me lamentei - e ainda trago

Minha cabeça - embora em sangue - ereta. 



Além deste oceano de lamúria,


Somente o Horror das trevas se divisa;


Porém o tempo, a consumir-se em fúria,


Não me amedronta, nem me martiriza. 




Por ser estreita a fenda - eu não declino,

Nem por pesada a mão que o mundo espalma;

Eu sou o senhor de meu destino;

Eu sou o capitão de minha alma. 




Do fundo desta noite que persiste

A me envolver em breu - eterno e espesso,

A qualquer deus - se algum acaso existe,

Por mi’alma insubjugável agradeço.



Nas garras do destino e seus estragos,


Sob os golpes que o acaso atira e acerta,


Nunca me lamentei - e ainda trago


Minha cabeça - embora em sangue - ereta.




Somente o Horror das trevas se divisa;


Porém o tempo, a consumir-se em fúria,


Não me amedronta, nem me martiriza. 


Por ser estreita a fenda - eu não declino,




Nem por pesada a mão que o mundo espalma;


Eu sou o senhor de meu destino;


Eu sou o capitão de minha alma.





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