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O Exorcista de William Peter Blatty

07:14Camilla Guimarães



Esta resenha foi escrita com spoilers, considerando que qualquer amante do terror já tenha assistido ao filme ou lido o livro. O filme homônimo, baseado neste livro, já me tirou algumas noites de sono na infância e despertou meu interesse por histórias de terror.

Quando li o livro, eu já havia assistido ao filme algumas centenas de vezes. A primeira vez que assisti, tinha uns 9 anos mais ou menos. Foi impossível ler e não imaginar os personagens com as mesmas características dos atores. E sabe que isso foi legal? O autor, descreve bem cada cena e o filme foi bem fiel  ao livro, já que ele  foi também o produtor e roteirista do filme.
O livro tem muitos diálogos, mas não é uma leitura cansativa, pelo contrário, eu devorei o livro em poucos dias.

"Quem pode saber? E ainda acho que o alvo do demônio não é o possuído. Somos nós...que observamos...Todas as pessoas dessa casa. E eu acho...Acredito que o objetivo é fazer com que nos desesperemos, que rejeitemos nossa humanidade. Damien: que vejamos a nós mesmos como bestas, maus e podres; deploráveis; horrorosos, indignos. E talvez aí esteja o cerne da questão: na indignidade. Porque eu acho que a crença em Deus não é uma questão de razão; acredito que é, no fundo, uma questão de amor: de aceitarmos a possibilidade de que Deus possa nos amar."

A história gira em torno da família MacNeil e do padre Karras, que é apresentado logo quando a criança Reagan MacNeil começa a ter ataques frequentes. A mãe, Chris MacNeil, é uma atriz famosa, que mora com a filha e os empregados em uma casa alugada. Regan, é um criança amorosa e inteligente, aparentemente sem nenhuma doença ou sintoma de problemas neurológicos. Regan não é batizada e sua mãe é ateia. A criança conhecia poucas coisas sobre religião. O que ela conhecia, foi vagamente comentado pela secretaria da mãe, Sharon.

Os acontecimentos começam quando Chris passa a ouvir batidas fortes e repetitivas, vindas do quarto de Regan. No desenrolar da história, a menina conta que tem um amigo imaginário e que conversa com ele através de um tabuleiro Ouija. Quando a menina passa a não conseguir dormir, as coisas começam a desaparecer e os sons vindos do quarto começam a soar mais fortes, a menina conta que não precisa mais do tabuleiro para se comunicar com o amigo. Neste ponto, a criança já está visivelmente abatida, cansada e começa a ter comportamentos estranhos, como por exemplo falar palavrões.



A mãe havia acabado de receber uma oportunidade no trabalho, era muito amorosa e dedicada a filha. O pai era ausente e não aparece mesmo após as complicações no quadro da filha, o que fez com que os médicos desconfiassem de alguma crise juvenil de culpa pela separação dos pais. Após muitos exames e internações, a mãe procura o padre Karras, que é também um psiquiatra.

O padre passa a frequentar a casa para acompanhar e examinar Regan, mas não está convencido de que o problema não passa de alguma doença neurológica. O autor tenta mostrar como a falta de fé da mãe e a dúvida do padre, fizeram com que a tratamento adequado da criança chegasse tardiamente.
Era uma época em que não se realizavam mais exorcismos e todos os episódios que ocorriam com Regan poderiam ser explicados pela medicina. O próprio padre não estava convencido de que o caso era de possessão, mas quando a criança já estava muito debilitada, tomando doses cavalares de remédios, ele finalmente procura a igreja para pedir a permissão e realizar o exorcismo. A igreja envia o experiente padre Merrin, a quem o diabo já havia sido apresentado em outra ocasião e se demonstra decidido a ganhar a batalha desta vez.

O final me deixa com curiosidade até hoje, pois não sabemos exatamente o que acontece com o demônio.

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