Castelo de Areia Crítica

Castelo de Areia, por Frederik Peeters e Piérre Oscar Levy

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Depois de ler Castelo de Areia da Editora Tordesilhas, fica fácil entender porque esta graphic novel de tirar o fôlego é tão elogiada e porque este trabalho concorreu ao prêmio de melhor álbum no renomado Festival d'Angoulême. Publicada em 2011 originalmente em francês, a HQ foi desenhada por Frederik Peters e o roteiro foi assinado por Piérre Oscar Levy.

Castelo de Areia é uma história distópica que narra a chegada de três famílias distintas em uma praia, em um dia aparentemente normal. A tranquilidade do passeio fica só nas aparências, já que a chegada é marcada por uma descoberta trágica, com contornos bastante misteriosos para o que deveria ser apenas um dia comum.

Uma das famílias encontra o corpo de uma jovem boiando na praia, e esta descoberta vem acompanhada de uma série de acontecimentos estranhos e absolutamente improváveis que determinam o ritmo da trama. 



Após a constatação da morte da jovem, as pessoas descobrem que este lugar reserva mais surpresas do que imaginavam: as crianças crescem em poucas horas e todos que estão na praia começam a envelhecer inexplicavelmente. Pra tornar tudo ainda mais dramático existe uma barreira invisível que impede que qualquer pessoa fuja, tornando todos os presentes impotentes às consequências deste lugar onde o tempo atua de forma tão acelerada- resta a todos poucas horas de sobrevivência.

E o que fazer quando se tem menos de 24 horas de vida? Ao passo que as crianças e jovens tentam lidar com a sexualidade precoce, os adultos se questionam sobre a morte e o sentido da vida, enquanto os velhos morrem sem sequer ter tempo para maiores reflexões. 

Aos mais curiosos posso dizer que a história tem características do existencialismo e preocupa-se mais em levantar perguntas que respostas. Por meio do traço marcante e dramático de Peters, Piérre traça sua história por meio de um roteiro absolutamente envolvente, provocador e misterioso, deixando a história com ares de "thriler psicológico". 

Provando que a arte imita a vida, Piérre traça um ciclo por onde seus personagens "passeiam", e através de metáforas e duras reflexões somos expostos às angústias vivenciadas pelos personagens.


Quem gosta de distopias, ficção científica, drama ou histórias em quadrinhos não pode deixar de conferir este trabalho fantástico que a Editora Tordesilhas trouxe para o Brasil.

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Ficha Técnica

Formato: Livro/HQ
Autor:Frederik Peeters
Autor: Piérre Oscar Levy
Tradutor: Diogo Rodrigues de Barros
Idioma: Português
Editora: Tordesilhas



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