Dicas Escritora Angélica Pina

Dicas de Português

00:00Angélica Pina

Olá, leitores!

Desde criança, sempre fui muito cuidadosa com a Língua Portuguesa. Claro que, como todo mundo, cometo alguns deslizes de vez em quando, pois nossa Gramática é bem complexa, mas procuro o tempo todo escrever corretamente. Inclusive, acho que sofro da “Síndrome do pedantismo gramatical", mas juro que só faço isso mentalmente, nunca constrangi ninguém apontando seus erros em uma conversa ou texto. 
Parece que meus olhos têm uma espécie de ímã, encontro coisinhas erradas em todo lugar, até mesmo em livros publicados por grandes editoras e que passaram por todo um processo de revisão. 

Preciso enfatizar que não digo isso para me exaltar e não me considero melhor do que ninguém por isso, cada pessoa tem mais facilidade em uma área e essa é a minha (por isso escolhi cursar Comunicação Social).

Deixando de falar de mim, resolvi fazer esse post como um apelo para que as pessoas se atentem a pequenos detalhes que fazem toda diferença. Já deixei de ler livros porque logo na sinopse ou no início da história encontrei tantos erros que me fizeram não conseguir prosseguir com a leitura. O mesmo com posts em blogs e sites que visito. Um texto cheio de erros diminui drasticamente a credibilidade de quem o escreveu, por isso, modéstia à parte, considero esse post de “utilidade pública”.

Trouxe alguns erros que são bem comuns por aí e algumas dicas de como evitá-los:
Mais e mas

MAIS é um advérbio de intensidade, que quer dizer o contrário de MENOS, usado para transmitir uma noção de quantidade ou intensidade maior. Também pode ser uma conjunção aditiva, no sentido de adição ou acréscimo.
MAS é uma conjunção adversativa, ou seja, liga duas orações, expressando ideia de compensação ou contraste. Tem o mesmo significado que porém, contudo, todavia.
Dica para não esquecer: lembre-se que MAIS, tem uma letra a mais que MAS, por isso serve para falar de quantidade, acréscimo ou adição.  

Menos e menas

A palavra MENAS simplesmente não existe! MENOS é uma palavra invariável, ou seja, não flexiona, independentemente do gênero (feminino e masculino) e do número (singular e plural). Muita gente usa “menas coisas”, “menas pessoas” e por aí vai. Por favor, parem! Para tudo, tudo mesmo, use MENOS, mesmo para palavras no feminino: menos mulheres, menos frutas.

Meia e meio

A dúvida surge graças ao fato de que a palavra MEIO pode ser usada de duas formas: como numeral fracionário, que quer dizer “metade” (meio copo, meio litro) e como advérbio de intensidade, que quer dizer “um pouco”. Exemplo: meio engraçado, meio chata, meio alterada.
Já a palavra MEIA, serve apenas no primeiro caso. Exemplo: meia xícara, meia hora, etc. Nunca, jamais, deve ser usada como advérbio: “meia cansada”, “meia interessada”, isso não existe.
Dica para não esquecer: MEIA só existe quando quiser dizer metade ou aquilo que se calça no pé. “Um pouco” é no masculino, então MEIO também.

Mal e mau

As duas palavras existem e, embora sejam muito parecidas, têm significados diferentes. MAU é um adjetivo e MAL pode ser um advérbio, uma conjunção ou um substantivo comum. A melhor forma de diferenciá-las é pensando em seus antônimos: bom e bem.
Dica para não esquecer: MAL com L é de “passar mal”: ou você passa bem ou passa mal. MAU com U é de “lobo mau”: ou o lobo é bom ou o lobo é mau. (Aprendi uma musiquinha que dizia isso quando ainda era criança... rsrs...)
Mim e eu

A primeira coisa a se pensar aqui: MIM não conjuga verbo! Apenas os pronomes do caso reto podem conjugar verbos, ou seja, EU, TU, ELE, NÓS, VÓS e ELES.
MIM é um pronome oblíquo e sempre vem após uma preposição: por mim, de mim, para mim. Ele nunca vem antes de um verbo no infinitivo: mim pegar, mim fazer.
EU sempre vem antes de um verbo, determinando uma ação, ou seja, ele é o sujeito da ação. Totalmente correto antes do verbo no infinitivo: quando eu pegar, para eu fazer.
Dica para não esquecer: aquela velha história do “índio mau” que você já deve ter visto por aí: “Mim ser índio mau, mim não fazer nada para você”.

Verbo no infinitivo

Já que falei sobre ele anteriormente, preciso dizer que é meio assustador ver como muita gente tem negligenciado esse modo verbal. Quem nunca viu alguém pedindo para “curti” ou “compartilha” alguma coisa nas redes sociais? O correto é CURTIR e COMPARTILHAR! “Curti” seria utilizado se você estivesse se referindo a algo que você fez (pretérito perfeito): eu curti a foto postada; “compartilha” seria utilizado no caso de se referir à terceira pessoa: ela compartilha, muita gente compartilha.
Um verbo no infinitivo impessoal não varia, ele apresenta sentido indefinido ou genérico, sem conjugação. São todos os verbos terminados em -ar, -er, -ir: falar, fazer, ouvir.

Haver e a ver

No sentido contrário de TER A VER, ou seja, NÃO TER RELAÇÃO COM, a forma correta é NADA A VER.  Exemplo: isso não tem nada a ver comigo.
NADA HAVER está errado!

Porques

Sempre tenho dúvidas com relação ao uso, já que temos: por que, porque, por quê e porquê.

De forma resumida:
POR QUE: é um advérbio interrogativo de causa, utilizado quando pedimos por uma causa ou motivo.
PORQUE: é uma conjunção utilizada para ligar duas ideias, quando a segunda parte apresenta uma explicação ou causa em relação à primeira.
POR QUÊ: é sempre utilizado no fim da frase, seja uma pergunta ou não.
PORQUÊ: é um substantivo e substitui as palavras razão, causa ou motivo.

Dica para não esquecer: tenho salva essa imagem em minha área de trabalho e consulto sempre que tenho dúvida (amo o Armandinho!):

Vou parar por aqui, pois o texto já ficou muito longo e não quero que ninguém ache a Língua Portuguesa chata ou cansativa. hehehe...

Existem outros erros muito comuns, como no uso da crase e no uso de acentos e hífen por causa do Novo Acordo Ortográfico. Minha dica (bastante óbvia): salve em seus “favoritos” uma página que traga as mudanças da reforma e consulte sempre que surgir dúvidas. Sugestão: Reforma ortográfica.com

Ainda sobre Ortografia, outra dica é consultar um dicionário de sinônimos sempre que surgir dúvida com relação à grafia de alguma palavra e substituí-la ou conferir como escreve. Sugestão: Dicionário de sinônimos online

Ufa, é isso! Espero que tenham gostado. Compartilhem o post com os amigos, pois sempre pode ter alguém precisando de uma dica para melhorar sua escrita.

Beijos e até breve!


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1 comentários

  1. Olá Angélica!
    Eu sempre fui um ás na gramática da língua portuguesa, desde o ensino fundamental. Apesar de meu forte ser mais as exatas, como a matemática.
    Sabe, eu acho que também sofro dessa tal síndrome, porque muuuitas vezes eu me peguei corrigindo erros de ortografia e gramática alheios em textos na internet. E já fui, quase sempre, criticado por essa minha atitude, no Facebook principalmente. Tanto pela pessoa que digitou o texto errado quanto por outros usuários, chamando-me inclusive de "professor Pasquale".
    Prometo que, vou procurar trabalhar isso na minha terapia, pois é uma coisa que prejudica as relações interpessoais.
    No mais, parabéns pela tua página.
    Sou gaúcho, servidor público, ainda não concluí o ensino superior - mas um dia concluirei, já fui casado e não tenho filhos. Tenho somente duas cadelas que são minhas "filhas".
    Guilherme - Porto Alegre.

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