História em Quadrinhos HQ

Os heróis dos quadrinhos que assumiram a homossexualidade

10:50Isabela Lapa

O universo dos super-heróis sempre foi marcado pela masculinidade e pelo machismo, o que de certa forma mostrava uma tendência mascarada ao preconceito. No entanto, após as chamadas Era de Ouro e Era de Prata dos quadrinhos, as vendas caíram de forma considerável e a grande jogada encontrada para reconquistar o público foi a seguinte: "humanizar os super-humanos". Com isso, criaram a versão homossexual dos personagens, confiram: 

1) Justiça Encapuzada e Capitão Metrópole:
No pertubador trabalho de Alan Moore e Dave Gibbons, os heróis viviam em um mundo quase real, com exceção do fato de que um único homem possuía poderes de herói e era capaz de controlar todas as partículas - o famoso Dr. Manhattan. Na história, dois membros do grupo conhecido como Minuetemen, Justiça Encapuzada e Capitão Metrópole, mantinham uma relação amorosa bastante velada. Além deles, Silhouette também era homossexual e, inclusive, morreu assassinada na cama com a amante. 

2) Hulkin e Wiccan:
Criados por uma ONG que luta contra o preconceito homossexual, os personagens adolescentes do grupo Novos Vingadores sofreram muitas críticas dos leitores, mas foram defendidos pelos escritores. Quando foram lançadas, no ano de 2005, as revistas foram as primeiras da Marvel a vencer o prêmio de Melhor Revista em Quadrinhos, no GLAAD Awards. 

3) Alan Scott, o Lanterna Verde:
Quando a Editora DC decidiu apagar todo o histórico anterior e recomeçar as histórias do zero, inúmeros personagens foram cogitados para se revelarem como homossexuais, no entanto, o escolhido foi Alan Scott, um dos muitos Lanternas Verdes terráqueos. Inclusive, ele foi o primeiro dessa safra, criado há 70 anos. Nas versões anteriores da história do personagem, ele era casado com uma mulher.

4) Katherine Kane, Batwoman:
Apesar de já ter se declarado lésbica há muito tempo, foi apenas na edição 17 que a Batwoman Katherine Kane pediu a mão da namorada, a capitã Maggie Sawyer em casamento. A decisão dos roteiristas foi tomada em razão dos inúmeros debates que estão ocorrendo nos Estados Unidos acerca do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Foi a forma que eles encontraram para expressar o posicionamento acerca da questão.

5) Brian Falsworth, Union Jack:
O herói, uma versão britânica do Capitão América, também lutou no período da Segunda Guerra Mundial e utilizou da Fórmula do Super Soldado para obter os seus poderes. Ele e o seu amante Roger foram para a Alemanha antes da guerra, mas quando perceberam as influências do regime nazista tentaram escapar. Acontece que Brian foi preso e Roger foi designado para pesquisas científicas. Um tempo depois, Brian conseguiu escapar e se tornou Union Jack. Roger, por sua vez, sofreu lavagens cerebrais e mutações genéticas até se transformar no Dyna-Mite.

6) Jean-Paul Beaubier, Estrela Polar:
Jean- Paul foi o primeiro personagem da Marvel a assumir a homossexualidade (1922) e também o primeiro a protagonizar um casamento gay na história dos quadrinhos de super-heróis - em Astonishing X-Men, Edição 51, do mês de maio de 2012. 

7) Apollo e Midnighter:
O casal adotou uma garota de Singapura, a Jenny Quantum. Após desenvolver poderes especiais, a personagem se tornou líder do grupo de heróis conhecido como The Authority.

8) Lord Fanny:
Hilde Morales é um homem, herdeiro de uma linhagem de mulheres com poderes mágicos e que mesmo assim conseguiu despertar para as habilidades.Nasceu no Brasil e foi criado como mulher, se transformando em Lord Fanny.

9) Thom Creed, de Hero:
Apesar de ser um herói, o personagem não é retratado nos quadrinhos, mas sim em um livro que aborda a vida de um jovem que em um ambiente hostil precisa lidar com a descoberta da homossexualidade. Além disso, ele e o pai possuem super poderes.

10) Wolverine e Hércules:
Mesmo que em um universo paralelo, a Marvel se mostrou muito ousada em criar um romance entre Wolverine e Hércules (que já havia se declarado homossexual).

Conhecem mais algum herói que assumiu a homossexualidade? O que acharam da ideia das Editoras e dos criadores? Comentem e participem!



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